Evite problemas na imigração: Saiba como emitir o Certificado Internacional de Vacinação totalmente online e embarque sem preocupações para o seu próximo destino!
Você organizou o roteiro, comprou as passagens e reservou o hotel… Mas, na hora do check-in ou da imigração, surge a pergunta fatal: “Cadê o seu Certificado Internacional de Vacinação?”. Para muitos viajantes, essa pequena folha de papel (ou o PDF no celular) é o que separa as férias perfeitas de uma surpresa nada divertida no aeroporto.
O documento, emitido pela Anvisa, também chamado de Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), é obrigatório para entrar em diversos países. No entanto, com as mudanças recentes nas regras da OMS e a transição para o formato digital, é comum surgirem dúvidas: A dose fracionada serve? O certificado vence? Como emitir o meu sem sair de casa?
Ao longo do post, esclarecemos todos esses pontos. Você vai aprender o passo a passo para tirar o seu certificado online, além de conferir a lista atualizada de países que exigem o documento. Vamos lá? 😉
Neste post você vai ler:
- Como tirar o Certificado Internacional de Vacinação: passo a passo
- Quanto tempo antes de viajar é preciso tomar a vacina de febre amarela?
- Para quais países o Certificado Internacional de Vacinação é obrigatório?
- O que é o Certificado Internacional de Vacinação (CIVIP)?
- Quais vacinas devem constar no Certificado Internacional de Vacinação?
- Qual a validade do Certificado Internacional de Vacinação?
- Casos especiais: Isenção, perda e segunda via
- Contato da Anvisa para urgências
- Dúvidas frequentes
Como tirar o Certificado Internacional de Vacinação: passo a passo
Atualmente, o processo de emissão do CIVP no Brasil é totalmente digital, o que facilita muito a vida do viajante. Confira o guia prático para não ter erro na sua solicitação:
Passo 1: Tomar a vacina
O primeiro passo é comparecer a um posto de saúde do SUS ou a uma clínica particular credenciada para tomar a vacina contra a Febre Amarela. A vacina deve ser tomada com, no mínimo, 10 dias de antecedência à data da sua viagem, esse é o prazo exigido pelas autoridades internacionais. Se você viajar antes desse período, seu certificado pode ser considerado inválido na imigração.
Passo 2: Comprovante da vacina
Para que a Anvisa aprove sua solicitação online, a foto ou o scanner do seu comprovante de vacinação precisa estar legível e conter obrigatoriamente:
- Dados pessoais: Nome completo e data de nascimento.
- Dados da vacina: Data da aplicação e o número do lote.
- Identificação do local: Assinatura do profissional e o carimbo da unidade de saúde.
Dica: Se o lote estiver ilegível, peça para o atendente do posto reforçar a escrita antes de sair de lá. Isso evita que seu pedido de certificado seja negado. 😎
Passo 3: Cadastro no Portal Gov.br e solicitação do CIVP
Com o comprovante em mãos, acesse o portal gov.br:
- Pesquise por “Obter o Certificado Internacional de Vacinação”.
- Clique em “Solicitar” e preencha o formulário com seus dados.
- Anexe a foto do seu comprovante de vacina.
Após o envio, a Anvisa analisa o pedido em até 10 dias úteis. Uma vez aprovado, o certificado é enviado para o seu e-mail e fica disponível no próprio portal para download.
Quanto tempo antes de viajar é preciso tomar a vacina de febre amarela?
Para que a vacina contra a febre amarela seja considerada válida no momento do embarque é preciso que o viajante tenha tomado a dose padrão 10 dias antes.
Quanto tempo leva para sair o Certificado Internacional de Febre Amarela?
Em cerca de cinco dias úteis o certificado chega no seu e-mail, ou você tem acesso a ele pelo site gov.br. Basta baixar o arquivo, imprimir e assinar no local indicado. Após isso, mantenha o certificado junto de seu passaporte.
Quanto tempo antes de viajar é preciso tomar a vacina de febre amarela?
Para que a vacina contra a febre amarela seja considerada válida no momento do embarque é preciso que o viajante tenha tomado a dose padrão 10 dias antes.
Qual dose é aceita para solicitar o Certificado Internacional de Febre Amarela?
Somente a dose padrão é aceita para solicitar o Certificado Internacional de Febre Amarela. A dose fracionada, ainda que também proteja o viajante, não é aceita na hora de solicitar o certificado.
Para quais países o Certificado Internacional de Vacinação é obrigatório?
A lista de países que solicitam o CIVP é atualizada periodicamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Abaixo, listamos os principais destinos que exigem o documento. Mas lembre-se: caso o seu voo faça conexão em um desses países, você também pode precisar do certificado. Confira:
Américas e Caribe
- Aruba, Bonaire e Curaçao (Ilhas ABC)
- Antígua e Barbuda
- Bahamas
- Barbados
- Bolívia
- Colômbia
- Costa Rica
- Cuba
- El Salvador
- Guatemala
- Honduras
- Jamaica
- Nicarágua
- Panamá
- Paraguai
- Suriname
- Trinidad e Tobago
- Venezuela
África
- África do Sul
- Angola
- Cabo Verde
- Egito
- Etiópia
- Gana
- Marrocos
- Moçambique
- Nigéria
- Quênia
- Seychelles
- Tanzânia (incluindo Zanzibar)
Ásia e Oceania
- Austrália
- Tailândia
- Camboja
- China
- Cingapura
- Filipinas
- Índia
- Indonésia (Bali)
- Malásia
- Maldivas
- Vietnã
Oriente Médio
- Arábia Saudita
- Bahrein
- Catar
- Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi)
- Jordânia
As regras de imigração podem mudar sem aviso prévio. Sempre consulte o consulado do seu destino antes de embarcar. 😉
O que é o Certificado Internacional de Vacinação (CIVIP)?
O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) ou Certificado Internacional de Febre Amarela, é o documento oficial que comprova que um viajante recebeu as vacinas exigidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelas autoridades sanitárias de determinados países.
No Brasil, ele é emitido gratuitamente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e serve como uma espécie de “passaporte sanitário”. O objetivo principal do certificado é garantir a segurança tanto do viajante quanto da população local do país de destino.
Embora existam diversas vacinas importantes, a exigência mais comum para brasileiros no exterior é contra a Febre Amarela. Sem a apresentação do CIVP original (ou digital), você pode ser impedido de embarcar ou ter a entrada negada na imigração de países que exigem essa proteção.
É importante não confundir o CIVP com o cartão de vacinação comum que recebemos nos postos de saúde. Enquanto o cartão nacional tem validade interna, apenas o Certificado Internacional de Vacinação tem validade jurídica e reconhecimento oficial no exterior.
Diferença entre Certificado da Anvisa (CIVP) e Certificado de Covid-19 (ConecteSUS)
Essa é a dúvida que mais confunde os viajantes. É fundamental entender que esses são documentos diferentes emitidos por órgãos distintos:
CIVP (Anvisa): É o documento que foca na Febre Amarela. Ele é solicitado via gov.br e, uma vez emitido, tem validade vitalícia. É o “papel timbrado” amarelo ou o PDF oficial que você leva para países da América Latina, África e Ásia.
Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 (ConecteSUS): É o documento que comprova as doses contra a Covid-19. Ele é emitido diretamente pelo aplicativo ou site do ConecteSUS, do Ministério da Saúde.
Se o seu destino exige vacina de febre amarela, você precisa do CIVP da Anvisa. Se exige apenas comprovante de Covid, o do ConecteSUS é suficiente. Na dúvida, tenha os dois em mãos (digitais e impressos).
Quais vacinas devem constar no Certificado Internacional de Vacinação?
Muitas pessoas acreditam que todas as vacinas tomadas ao longo da vida devem ser transferidas para o CIVP, mas isso é um mito. O Certificado Internacional de Vacinação é um documento específico para o controle de doenças com potencial de surto internacional, como:
- Febre amarela
- Poliomielite: Exigida por alguns países para viajantes vindos de locais onde o vírus ainda circula.
- Meningite Meningocócica: Frequentemente exigida por países como a Arábia Saudita.
E a vacina da Covid-19?
A vacina da Covid-19 não consta no CIVP da Anvisa. Ela possui seu próprio documento (o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19), emitido pelo Ministério da Saúde via ConecteSUS.
Qual a validade do Certificado Internacional de Vacinação?
Se você está olhando para o seu certificado antigo e viu uma data de validade de 10 anos, pode ficar tranquilo: o Certificado Internacional de Vacinação agora é vitalício.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que uma única dose padrão (plena) da vacina contra a febre amarela é suficiente para conferir proteção ao longo de toda a vida. Com isso, o certificado que comprova essa dose também passou a ter validade permanente.
Preciso atualizar meu certificado antigo?
Não é necessário. Mesmo que o seu documento tenha sido emitido anos atrás e contenha um campo de “validade” com uma data já vencida, ele continua sendo aceito internacionalmente. A regra da OMS vale para todos os países membros, e os agentes de imigração estão instruídos a ignorar a data de validade em certificados de febre amarela.
Casos especiais: Isenção, perda e segunda via
Existem situações específicas que exigem cuidado redobrado para evitar problemas na imigração:
Isenção
Se você não pode tomar a dose por uma questão médica e precisa embarcar para um país em que é solicitado o certificado, é preciso ter um atestado médico que justifique a isenção da vacinação, escrito em inglês ou francês.
Esse atestado precisa conter o nome completo do paciente, data de nascimento, sexo e descrição detalhada da contraindicação da vacinação contra a febre amarela. Também deve constar o nome e assinatura do médico, além de data e carimbo. O gov.br disponibiliza um modelo de atestado de isenção que os pacientes podem sugerir aos médicos.
Perda
Se você emitiu o seu certificado pelo portal gov.br nos últimos anos, a solução é simples: basta acessar sua conta novamente e imprimir uma nova via. O documento digital tem a mesma validade do físico e pode ser recuperado a qualquer momento.
Segunda via do certificado antigo
Se você tirou o seu certificado presencialmente anos atrás e o perdeu, você tem duas opções: verificar o histórico no ConecteSUS, se o posto de saúde lançou a sua vacina corretamente no sistema nacional, os dados aparecerão no gov.br e você poderá emitir o certificado digital do zero.
Ou solicitar presencialmente, caso os dados não constarem no sistema, você precisará ir até a unidade de saúde onde tomou a vacina, solicitar uma segunda via do comprovante nacional e, com ele em mãos, fazer o processo de emissão digital na Anvisa.
Lembre-se: Nunca viaje sem uma cópia digital (PDF) do seu certificado salva no e-mail ou na nuvem!
Contato da Anvisa para urgências
Caso ocorra alguma intercorrência na hora do seu embarque com relação ao Certificado Internacional de Vacinação, a Anvisa libera um número de emergência via WhatsApp para contato:
- +55 61 3462-4278
Esse canal é exclusivo para solucionar urgências com relação ao certificado, visando facilitar a vida do viajante. Então, já salva esse número no seu celular, pois pode te ajudar mediante algum problema inesperado. 😉
Dica extra: Seguro viagem internacional
Como estamos falando sobre documentos obrigatórios e exigências que envolvem o bem-estar dos viajantes, também é válido lembrar que o Seguro viagem é obrigatório em diversos destinos, como nos países europeus.
Mas há ainda outras nações que exigem o Seguro viagem internacional de seus visitantes, como Cuba, Emirados Árabes Unidos, Equador e Irã, por exemplo. Note que esses países também solicitam o certificado. Então, onde garantir um bom seguro para embarcar com todos os documentos obrigatórios em mãos?
Indicamos que a Cotação de seguro viagem seja feita na Seguros Promo, onde você encontra coberturas completas e baratas que são ofertadas por seguradoras confiáveis.
Ter um Seguro viagem vale a pena tanto pelas vantagens oferecidas – cobertura médica, traslado de corpo, assistência jurídica –, quanto pela tranquilidade. Fora isso, se você pesquisar Quanto custa atendimento médico no exterior, vai descobrir que um seguro viagem é muito melhor para o seu bolso também! 😉
Veja opções de seguro viagem para todos os destinos.
Saiba mais:
As dicas ainda não acabaram! Deixamos abaixo uma lista de posts completos da Europa para te dar uma mãozinha no planejamento da sua viagem:
- Como tirar o passaporte
- Como renovar o passaporte
- Passaporte para entrar na Europa
- Passaporte de emergência
- Como tirar o visto americano
- Visto Europeu
- Documentos para entrar na Europa
- Certificado Internacional de Febre Amarela
- Extravio de Bagagem
Dúvidas frequentes
Para finalizar, reunimos abaixo algumas das principais dúvidas a respeito do Certificado Internacional de Vacinação. Caso você tenha alguma outra pergunta que não abordamos nesta página, fale para nós nos comentários! Ficaremos felizes em responder 🙂
Você deve tomar a vacina pelo menos 10 dias antes da data do embarque. Esse é o prazo que o seu corpo precisa para produzir anticorpos e o tempo que a Anvisa exige para considerar o documento válido. Se você emitir o certificado com apenas cinco dias de vacinação, ele não será aceito na imigração.
Não. Para viagens internacionais, apenas a dose padrão (plena) é aceita. Se no seu cartão de vacinação estiver escrito “dose fracionada” ou se você a tomou em uma campanha de surto no Brasil, precisará tomar a dose plena para conseguir emitir o seu CIVP.
Embora a versão digital no celular seja aceita em muitos lugares, a recomendação oficial da Anvisa é sempre levar uma via impressa e assinada à caneta. Em casos de falta de bateria, problemas no sistema ou locais com fiscalização rigorosa, o papel evita dores de cabeça.
Mesmo que você não saia do aeroporto (apenas conexão), muitos países exigem o certificado para permitir o trânsito de passageiros vindos do Brasil. Sempre verifique as regras de todos os países da sua escala, não apenas do destino final.
Sim, a exigência geralmente começa para bebês a partir dos nove meses de idade (seguindo o calendário vacinal brasileiro). Para crianças menores de nove meses ou que tenham contraindicação médica, é necessário apresentar o Atestado de Isenção emitido por um médico.
Os motivos mais comuns são:
Foto ilegível: A foto do comprovante está cortada ou embaçada.
Lote ausente: O número do lote da vacina não aparece na foto.
Falta de carimbo: O comprovante não tem o carimbo da unidade de saúde ou a assinatura do profissional.
Sim, a emissão do CIVP pela Anvisa é totalmente gratuita. Se você encontrar algum site cobrando taxas para emitir o documento, tenha cuidado: provavelmente é um serviço de despachante particular ou um site não oficial. O processo deve ser feito diretamente pelo portal oficial do Governo Federal (gov.br).