Se você está planejando – ou simplesmente sonha em conhecer a Austrália –, não pode deixar de incluir a cidade de Melbourne e a Great Ocean Road no roteiro. Por isso, aqui vai um passo a passo para ajudar na hora do planejamento.

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O que é a Great Ocean Road?

É uma das rodovias mais lindas e famosas do mundo! O ponto de partida é a cidade de Torquay e a chegada é na histórica vila de pescadores chamada Port Fairy – o que significa aproximadamente 270 quilômetros de estrada margeando o lindíssimo litoral do estado de Victoria. Achou muito? Não se preocupe, pois são tantas paradas durante o caminho que você nem vai sentir a estrada passar.

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Como explorar a Great Ocean Road?

Alugar um carro é, sem dúvida, a melhor opção – e foi a que eu escolhi! Se você estiver com pelo menos mais duas pessoas, vai ser a alternativa mais barata também.

Eu optei pela empresa East Coast e paguei o valor de $ 95 dólares australianos, incluindo seguros e taxas. Dependendo da época do ano e da antecedência, esse valor pode ser bem mais baixo. No meu caso, peguei o carro no dia 24 de dezembro, véspera de Natal, e, como a procura era alta, acabei pagando um pouco mais também.

Um detalhe interessante – e um pouco assustador – é que a Austrália, por influência da colonização inglesa, utiliza o padrão da mão inglesa. Ou seja, eles dirigem do lado contrário do Brasil. Eu adorei a experiência, ainda que tenha (quase!) entrado na contramão por duas ou três vezes! Dica: atenção redobrada nas rotatórias! Outra informação importante para quem pretende alugar carro é que a habilitação brasileira é aceita na Austrália. Portanto, não é necessário nenhum outro documento para dirigir no país.

Para quem não tem habilitação ou não quer se arriscar na mão inglesa, existem diversas opções de tours pela Great Ocean Road, saindo de Melbourne.

Pegando a estrada

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A Great Ocean Road começa oficialmente em Torquay, que merece uma visita prolongada. As belíssimas praias dessa região são famosas entre os surfistas australianos. Para se ter uma ideia da importância da cidade para o surf, o Rip Curl Pro – o mais antigo concurso de surf profissional no mundo – acontece desde a década de 1960 na famosa Bells Beach, em Torquay. Já te convenci a fazer uma parada aqui? 😉

Antes de seguir viagem, aproveitei para almoçar e escolhi o restaurante “The bottle of milk” – tudo bem light!

A segunda parada é em Anglesea, onde as aventuras praianas – como caiaque, stand up paddle e surf – se misturam com atividades de campo – como caminhadas, ver os cangurus no campo de golfe local e mountain bike –, além das lojas e restaurantes. Dica: para ter uma vista legal do litoral, procure o Point Roadknight.

Saindo de Anglesea, você vai começar a entender porque essa rota é tão famosa e linda! Os próximos 30 quilômetros vão te proporcionar um visual indescritível, passando por quatro pontos de paradas obrigatórias para pura contemplação – e algumas fotos incríveis, claro: Aireys Inlet (Lighthouse), Eastern View, The Springs e Big Hill.

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Aireys Inlet – Lighthouse

Depois desse percurso, você chegará a Lorne, o local perfeito para almoçar o tradicional Fish and Chips (peixe e batatas fritas) de frente para a praia. O prato é mais uma herança dos ingleses. Com a avenida principal de frente para o mar, você vai encontrar vários restaurantes com belas vistas e ótimas opções de comida.

Daria para passar o dia explorando Lorne – são trilhas, cachoeiras e até spas –, mas, se não tiver tanto tempo assim, foque na praia e no Teddy’s Lookout. Localizado a apenas 2 quilômetros do centro de Lorne, esse é, sem dúvida, um dos pontos de parada mais lindos da Great Ocean Road. Uma curiosidade: é muito comum avistar baleias nessa região, principalmente entre os meses de junho e agosto, por causa da migração da Antártida para a Nova Zelândia.

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Seguindo viagem, são mais 45 km de estrada até chegar a cidade de Appolo Bay. A próxima – e tão esperada parada – são os 12 Apóstolos! Se você seguir direto de Lorne, serão 130 quilômetros diretos pela estrada. Por isso, minha recomendação é parar em Apollo Bay para usar o banheiro ou comer alguma coisa. De Apollo Bay até os 12 Apóstolos são cerca de 85 km.

O que são os 12 Apóstolos?

São imensas formações rochosas esculpidas pela ação da natureza há milhares de anos, que ficam localizadas dentro do Parque Nacional de Port Campbell. No entanto, da mesma forma em que foram criadas naturalmente, as esculturas estão desaparecendo sob os efeitos do vento e das águas do Oceano Antártico. Hoje, existem apenas oito dos 12 Apóstolos. Portanto, se você tem a intenção de conhecer essa beleza natural, corra antes que outros Apóstolos sumam! Mas, independente disto, é indescritível a sensação de estar neste lugar!

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Alguns cuidados: o clima muda muito rápido na Austrália. Por isso, não deixe de verificar as condições climáticas antes da viagem para diminuir as chances de chegar nesta área com chuva. Leve do Brasil um carregador portátil – tanto para o celular, quanto para a câmera fotográfica – para ser usado no carro. São tantas paradas e registros que muita gente chega sem bateria. #ficadica

Depois de contemplar os 12 Apostolos, não deixe de conhecer outras atrações do Parque Nacional de Port Campbell como: London Bridge, Loch Ard Gorge, Gibson Steps.

A London Bridge era uma ponte que ligava duas imensas rochas, mas desmoronou inesperadamente em janeiro de 1990, deixando dois turistas presos na parte externa por três horas, até que fossem resgatados por um helicóptero. Já a Loch Ard Gorge é uma das praias mais lindas de toda a Great Ocean Road. O local tem este nome devido ao naufrágio do navio Loch Ard, em 1878, na região. Não deixe de visitar! Por fim, o Gibson Steps é uma escada de 86 degraus a beira de um enorme precipício que te leva até a praia e oferece uma visão privilegiada dos 12 Apóstolos.

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Vista dos 12 Apóstolos a partir do Gibson Steps – Flicker: Erwin Groen  london bridge australia

London Bridge – Flicker: Tan Cheng Joo

A minha aventura pela Great Ocean Road terminou neste ponto, pois o meu objetivo era assistir o pôr do sol de frente para os 12 Apóstolos. Para quem quer completar o percurso, no entanto, será preciso encarar mais 104 quilômetros para chegar até Port Fairy. Mas atenção: a partir deste ponto é preciso redobrar o cuidado na estrada, que fica mais perigosa à noite, devido aos animais que circulam pela região.

Curiosidades e informações importantes

Se você optar por fazer o mesmo caminho que eu, saindo de Melbourne pela manhã em direção a Port Fairy, vai pegar o sol de frente, o que dificulta um pouco a direção – especialmente se não for um expert em mão inglesa. Porém, se optar por um dos tours, a dica é sentar do lado esquerdo do ônibus ou van para curtir as melhores vistas!

Durante o verão, a incidência de incêndios na região é bastante alta, o que pode causar o fechamento de partes da estrada. Por isso, para melhor planejar sua viagem, é sempre bom verificar as atualizações de emergência, o fechamento de estradas e, claro, ter o Mapa Great Ocean Road a mão.