Das opções de transporte até estadia, contamos tudo o que você precisa saber sobre esse que é o destino dos sonhos de viajantes amantes da vida animal. Confira aqui a razão do nosso amor pelo Serengeti!

Serengeti, nome proveniente do idioma Maasai e significa “Planície sem fim”, o que expressa exatamente nossa primeira impressão ao pisar nessa reserva ambiental, reconhecida desde 1981 como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O safári no Serengeti é considerado por muitos o melhor local para a atividade, afinal, seus mais de 14mil km² (entre Tanzânia e Quênia) são morada de uma impressionante diversidade animal e onde ocorre a maior migração terrestre de mamíferos do mundo, encenando o maior e mais incrível teatro da natureza.

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Passeio de Balão em Serengeti 

Entre os meses de dezembro a abril de cada ano, quase 2 milhões de gnus, 260 mil zebras e cerca de 470 mil gazelas estão no sul do parque, onde os gnus dão a luz a seus bebês. Nessa época há pastagens suficientes para todos, vegetação rasteira perfeita para proteger os filhotes dos predadores e nessa região não há crocodilos nos rios e lagos, o que torna o local mais seguro.

Terminada a temporada de chuva, entre junho e julho, essa multidão toda de animais migra em busca de água para a região do Rio Grumeti levando junto seus predadores, onde atravessam o rio e alguns acabam sendo devorados pelos crocodilos. Por fim, de agosto a outubro, os animais vão para o norte do parque em busca de alimentos e logo após começa o ciclo novamente. Certamente o mais impressionante dos santuários de vida selvagem da África é o safári no Serengeti!

safari no serengeti

Foto: balloonsafaris.com

Também transitam livremente entre as duas fronteiras a tribo Maasai, o grupo étnico africano mais conhecido internacionalmente, especialmente pela cultura dos altos pulos e maneira nômade de viver.

Já havíamos feito safári antes, mas a sensação é sempre única. É mágico viver e ver de pertinho uma chita caçando um antílope, uma manada de elefantes caminhando a poucos metros do seu carro, a dança das girafas entrelaçando seus pescoços, um grupo de leões se lambuzando com sua caça.  É imperdível, impagável, impossível não se emocionar e não querer voltar para o safári no Serengeti!

Quando ir para o safári no Serengeti / Clima no Serengueti

O safári no Serengeti pode ser visitado o ano inteiro, mas para acompanhar a grande migração é preciso se atentar aos meses que citei acima sobre a localização dos animais ao longo do ano. Claro, o número de cada espécie é tão grande que, independente da sua localização, o encontro com eles será certeiro. Há um volume grande que por vários motivos acabam não partindo para a grande migração com o grupo.

A época de chuvas é nos meses de novembro, dezembro e de março a maio. O inverno dura de abril a setembro e o verão de outubro a março, mas não é sinônimo de frio. Apenas o amanhecer e fim de noite que se tornam mais geladinhos, mas durante o dia as temperaturas são agradáveis.

safari no serengeti

Por do Sol no Serengeti – Foto: balloonsafaris.com

Claro que a natureza é muitas vezes imprevisível. Fomos no final de março e o clima estava ótimo, não pegamos um dia sequer de chuva. Temperaturas gostosas para aproveitar toda a estrutura do hotel, enquanto não estávamos nos aventurando nos safáris.

Como chegar no Serengueti

Ainda não é um destino tão comum para brasileiros, portanto não há voos diretos daqui para a Tanzânia. Geralmente, quem viaja para Tanzânia opta por cias aéreas que vão para Joanesburgo, na África do Sul (voos diretos partindo de São Paulo com 8h30min de duração) e desde lá para a cidade mais populosa da Tanzânia, Dar Es Salaam ou Zanzibar (Leia aqui sobre o paraíso de Zanzibar), um dos principais destinos do país. Nós estávamos na Índia, voando com a Qatar e por essa razão precisamos fazer uma conexão em Doha para depois seguir para Dar Es Salaam. De lá compramos nosso voo para Zanzibar, onde ficamos 5 dias, depois um voo para Arusha, cidade que funciona como base para saída para qualquer parte do parque, seja de ônibus, avião ou carros 4×4, assim como outra base que é a região do Kilimanjaro.

safari no serengeti

Teco teco entre Arusha e Seronera

De ônibus ou carro, as viagens podem durar até 14h, já que as estradas são poucas e ruins. De avião, cerca de 1h para qualquer aeroporto dentro do parque.

Não é simples, muito menos rápido se locomover dentro de todo o Serengeti, portanto há várias pistas de pouso para os teco tecos. Os que recebem o maior número de voos são o Seronera e o Grumeti, mas óbvio que precisamos pesquisar o mais próximo ao local de hospedagem e essa informação geralmente está disponível nos sites dos hotéis. Eu e meu marido geralmente reservamos os hotéis conforme a viagem vai acontecendo, mas para o safári no Serengeti é preciso o mínimo de planejamento, pois envolve compra de voos, transfers fornecidos pelos hotéis e não dá pra dormir no “aeroporto”!

Partimos rumo ao aeroporto de Seronera e é durante o voo que, cruzando as planícies do Serengeti, já começamos a nos animar com paisagens lindíssimas e a enorme escala da savana. Depois do pouso, viajamos cerca de uma hora até nosso hotel – demos início ali ao nosso primeiro safari.

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Vista do teco teco para o Serengeti

Onde se hospedar no Serengeti

Four Seasons Safari Lodge foi a nossa escolha!

Ficar hospedada no Four Seasons tornou essa experiência toda a melhor de nossas vidas, sem nenhum exagero!

É preciso ter consciência que a escolha do hotel é determinante para que sua experiência seja boa ou inesquecível. Tenha em mente que os viajantes dependem de absolutamente toda a estrutura do hotel e não há outras opções, como para restaurantes, guias, carro adequado para safari, além óbvio, do quarto, piscina, entre outros.

Quando chegamos com nosso teco teco no “aeroporto” de Seronera, o ranger chamado Zakayo (guia/motorista nos safáris) que seria exclusivamente nosso pelos próximos 5 dias já nos aguardava para nos ajudar com as malas e nos direcionar até nosso veículo 4×4.

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A 4×4 do Zakayo

Fomos recebidos com um café da manhã montado ali mesmo ao lado do carro, com brindes de champanhe e seu interesse em descobrir qual era nossa expectativa quanto ao encontro com os animais. O Thomas, ansioso, já deixou claro que sua maior vontade era ver um felino caçando! Meta para Zakayo! rs

No caminho para hotel já tivemos nossos primeiros encontros com girafas, zebras, búfalos, javalis (famoso Pumba), lebres, as mais variadas espécies de antílopes e hipopótamos. A quantidade dessas espécies é tão grande que não ficamos o tempo todo sem saber para onde olhar.

Chegando ao hotel, funcionários e membros da tribo Maasai nos deram as boas-vindas com bebidas, biscoitos, nos apresentaram as áreas comuns e depois nos direcionaram ao nosso quarto.

Uma suíte de 86m², com decoração elegante e caprichada, um sala de estar confortável e cheia de mimos, como vinho, chocolates, frutas, frigobar abastecido, mensagens de boas vindas e nossa programação já prontinha para os próximos dias. O quarto com uma deliciosa cama, chuveiro, banheira com sais de banho e um closet anexo. Mas, o mais impressionante era a varanda, com uma piscina exclusiva para nós, chuveiro aberto e uma vista maravilhosa para a savana.

Todos, absolutamente todos, os funcionários do hotel desde o primeiro dia nos chamavam pelos nossos nomes. O serviço de quarto era realizado a todo momento, enquanto percebiam que não estávamos lá dentro.

Toda estrutura é inteiramente integrada à savana, sem cercas, com muita vista e aquele friozinho na barriga ao se locomover entre as passarelas elevadas que interligam as áreas comuns aos quartos, claro, sempre acompanhados por um guerreiro Maasai munido de lanterna e olhar atento, afinal, não queríamos nos tornar alimento de algum felino, né?

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Passarelas elevadas para a locomoção dentro do hotel

Já ambientados, fomos almoçar no Bar e Terraço Maji, e nesse momento o hotel nos conquistou também pelo estômago! Que comida deliciosa; em alguns aspectos parecida com a brasileira, muita variedade de frutos ao mar, carnes e óleo de coco.

Safári de Luxo no Serengeti

Trocamos de roupa e partimos para nosso primeiro safári no Serengeti oficial! Geralmente os safáris no parque são realizados duas vezes ao dia, nos horários em que os animais estão mais ativos, com saídas entre às 6h30 min ou 7h e a tarde, a partir das 15h, ambos com duração de 4 a 5h. Fizemos safáris privados em carro super confortável totalmente equipado com carregadores para qualquer marca de celular, tomadas para câmeras, wi-fi (sério!), frigobar abastecido com várias bebidas, muitos petiscos, mantinhas nos bancos para nos proteger do frio pelas manhãs e entardecer, repelentes (super importante por se tratar de uma zona de malária) e até, acredite se quiser, notícias mundiais do dia impressas pelo hotel! Além disso, o teto do carro abre para cima e é possível ficar em pé a qualquer momento, perfeito para fotografar!

Nosso guia Zakayo nos dava uma aula a todo momento sobre cada uma das espécies que encontrávamos, contando diversas curiosidades ou respondendo qualquer uma das nossas inúmeras perguntas! Ao se aproximar de algum animal, já posicionava o carro no melhor ângulo possível para nossas fotos! Como não amar? Se empenhou ao máximo em todos os games safaris para nos proporcionar os mais desejados encontros e conseguiu! Acompanhamos, por exemplo, uma chita caçando um impala do início ao fim e nada mais, nada menos, que 8 leões se alimento de um elande, uma espécie de antílope.

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Leões e o desfrute da caça no safári no Serengeti

 Fiquei encantada com a consciência ambiental imposta e conquistada pelo parque. Diferente do safári que fizemos anos atrás no Kruger na África do Sul, os rangers não saem muito das “estradas” para não invadir o espaço do animal e não estressá-los. Vimos em um dos dias de safári, fiscalização aérea que multou aqueles carros que estavam desrespeitando as regras. Não é permitido também safári no Serengeti durante a noite, pois o farol alto prejudica a visão dos animais. Mais importante e valioso do que nosso interesse em ver de perto, é o respeito pelo bem estar deles, não é mesmo? Todo meu prestígio para atitudes como essa! Há opção de contratar safáris de 12h consecutivas para explorar outras regiões mais afastadas, safáris a pé – já tivemos essa experiência antes e recomendo e, também, safári de balão (Leia mais sobre o safari de balão, AQUI).

O hotel possui um espaço chamado Discovery Center, que além de um pequeno museu da vida animal presente no parque do safári no Serengeti, com assistência de guias que lhe acompanham por algumas exposições ou lhe disponibilizam livros/vídeos, contam com assistência para limpeza das câmeras dos hóspedes, aluguel de uma quantidade admirável de lentes para várias marcas de câmeras e um iMac com software de processamento de imagens, onde você pode revisar, fazer back-up ou editar suas fotos. Viajamos com duas câmeras profissionais, mas nossa lente de maior alcance era uma 300mm e, mediante essa opção que pra mim foi vista como um luxo, alugamos uma 600mm por 60 dólares/dia – excelente!

Nas horas vagas, são várias as opções para se entreter: piscina com vista para savana e uma espécie de bebedouro bastante frequentado pelos elefantes, aulas de yoga ou culinária da Tanzânia com agendamento prévio, spa para relaxar, academia aberta 24h e comer e comer muito! Para o jantar há outra opção, o Restaurante Boma, que além da excelente comida, organiza uma apresentação da famosa dança dos Maasai. Adoramos!

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Café da manhã com vista no Four Seasons

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Piscina com vista para a savana no Four Seasons Serengeti

Crianças também tem uma programação bastante variada; além das áreas de recreação, podem agendar aulas de culinária, conviver com os Maasai que ensinam aos pequenos suas habilidades e tradições, como por exemplo, fazer fogo com gravetos e esterco de elefante e funções de plantas medicinais. Claro que, devido à localização bastante afastada de qualquer cidade mais estruturada, o hotel oferece tranquilidade através de atendimento médico 24 horas por dia. Todos os médicos são fluentes em pelo menos inglês e alemão. De qualquer forma, o hotel também oferece uma opção de chat pelo seu APP, que permite ser atendido 24 horas por dia em todos os idiomas, inclusive português, sobre qualquer assunto. Recomendamos que se hospedem por pelo menos 4 dias para que tenham tempo hábil para usufruir de toda essa estrutura. Eu teria ficado 15 dias, afinal vivemos durante nossa estadia um sonho!

Diferente de outros hotéis luxuosos, que levam tal título apenas por suas instalações, o Four Seasons nos surpreendeu nos pequenos detalhes. Perdemos uma das duas malas que despachamos para a Tânzania e estávamos sem metade dos nossos pertences, inclusive nossas roupas apropriadas para os safáris, repelente, medicamentos. Sabendo disso nos presentearam com duas camisas, além de se preocuparem o tempo todo com nosso bem estar. Em nossa última noite, nos surpreenderam com um jantar a luz de velas, com chefe e garçom exclusivos, na beira da piscina banhada pela lua cheia e o som dos animais ao nosso ladinho na savana. Voltando ao nosso quarto, dois elefantinhos de madeira como lembrancinhas que estão agora num cantinho especial em nossa casa. Depois de alguns dias, esse time invadiu nossos corações e se eternizaram em nossas memórias!

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Com a roupa para o safári, presente especial do Four Seasons

Taxas

Por se tratar de um parque nacional, são cobradas taxas para visitá-lo, equivalente a US$ 70 (Park Fees) + US$3 (Tourism Development Levy), por dia, por pessoa.

Idioma

Suaíli é a língua oficial, mas grande parte da população fala inglês. Fácil de se virar!

Visto para a Tanzânia

É exigido visto para brasileiros, devendo ser solicitado no próprio aeroporto no momento do desembarque. Rápido e simples, sendo necessário apenas pagar uma taxa de 50 dólares por pessoa ou valor equivalente na moeda local. Aceitam pagamento com cartão de crédito e também há casas de câmbio já no desembarque, se preciso for.

Vacina contra Febre Amarela

Obrigatório certificado de vacina contra febre amarela. Devido ao alto número da propagação da doença em nosso país, algumas cias aéreas já estão verificando a posse do certificado no momento do check-in aqui no Brasil. Lá na Tanzânia não nos solicitaram, mas é importante ter em mãos.

Como foi a volta para casa

Para deixar o safári no Serengeti tivemos que fazer todo o trajeto ao contrário novamente. Um voo de teco teco até Arusha, outro para Dar Es Salaam, o terceiro para Doha e finalmente o quarto voo, este de 16 horas, até São Paulo. Ficamos ao todo 34 horas em trânsito e chegamos exaustos. Moramos a 40 km do aeroporto de Guarulhos, o que significa em dias normais cerca de 1 hora de viagem até nossa casa. E foi aí que decidimos encerrar nossa viagem em grande estilo: voltando para casa de helicóptero.

Descobrimos a empresa Voom Flights, que oferece por valor bem acessível (juro!) vários horários de embarque de vários pontos da cidade. Nossa viagem levou apenas 15 minutos e ainda pudemos curtir uma aventura pelos ares de São Paulo e deixar de lado aquela sensação triste de fim da viagem do safári no Serengeti.

É possível fazer a reserva do voo em poucos segundos através do site. Siga o instagram @voomflights_br e confira todos os descontos disponíveis. Nós adoramos a experiência!

E agora, o safári no Serengeti entrou na sua lista de próximos destinos?



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