O Parque Providencial do Aconcágua abriga o ponto mais alto da Cordilheira dos Andes, assim como é lar de lindos passeios e trilhas, ideal para quem busca aventuras e belas paisagens no roteiro

Aconcagua significa Sentinela da Pedra em quechua, a linguagem indígena. Essa é montanha mais alta das Americas e da Cordilheira dos Andes, com 6.962 metros de altitude, é um local que desperta o interesse dos visitantes mais aventureiros.

Então, se você está planejando inserir esse destino mágico e rico em paisagens no seu roteiro de viagem, veio ao lugar certo! Aqui explicamos tudo o que você precisa saber, desde quando ir até o que fazer e onde ficar. Confira a seguir:

Quando ir para o Monte Aconcágua?

Paisagem montanhosa de Aconcagua com pico coberto de neve, encostas rochosas, colinas gramadas, cerca de madeira e flores silvestres roxas em primeiro plano.
Vista do pico Aconcágua em cenário sem neve. Foto: Nicolas Perez via Unsplash

O passeio pode ser feito em todos os anos, em qualquer estação. Porém, é importante redobrar o cuidado no inverno, já que muitas vezes, por conta da nevasca e das avalanches, eles acabam fechando o local.

Durante os meses de junho e setembro, é possível fazer algumas paradas nas estações de ski e passar um tempo por ali.

Onde está localizado o Pico do Aconcágua?

Vista aérea de uma cadeia de montanhas cobertas de neve sob um céu azul com nuvens dispersas em Aconcagua.
Aconcágua coberta de neve – Foto: Nicolas Prieto on Unsplash

Parque Provincial Aconcagua fica a 180 km do centro de Mendoza, na Argentina, e recebe alpinistas de todo o mundo.

Saindo de Mendoza, a viagem começa pelo Vale do Uca, uma região que conta com diversas vinícolas. 

Como chegar no Parque do Aconcágua?

Optamos por fazer esse passeio em apenas um dia. Alugamos um carro e saímos bem cedo de Mendoza. Retornamos no final da tarde sem grandes complicações.

Aos visitantes que não alugarem um carro, existem inúmeras empresas especializadas que oferecem esse roteiro de um dia.

A entrada do Parque Provincial Aconcágua fica na estrada RN7. Para quem vai de ônibus, a viagem costuma durar cerca de 4 horas e os transportes costumam sair do Terminal del Sol, em Mendoza.

Trekking em Aconcagua

Um acampamento montanhoso em Aconcágua com várias tendas amarelas montadas em terreno rochoso. Algumas pessoas são visíveis sob um céu parcialmente nublado.
Um acampamento em Aconcágua – Foto: Freesolo via Pixabay

Aos mais aventureiros, a minha dica é procurar por empresas especializadas para fazer o passeio de trekking no Aconcágua. Por conta do tempo, não conseguimos fazer o tour, pois estava fechado. Porém, existem dois tipos de trekking: o curto, que dura três dias, e o longo, de sete dias, que vai até o cume.

Para ambos os passeios, é preciso ter uma permissão do parque e pagar uma taxa que costuma variar dependendo da temporada. Para mais informações, é só acessar o site Parque Providencial Aconcagua antes de organizar sua viagem.

Além disso, vale muito a pena levar roupas de qualidade e térmicas para usar na ida ao Aconcágua. Jaquetas Columbia térmicas, para neve e corta vento, botas para neve e luvas são algumas boas recomendações, principalmente as disponíveis no site da Columbia Sportswear. A melhor parte é que leitores do Dicas de Viagem garantem 10% off na finalização da compra com o cupom de desconto Columbia Sportswear

Como atingir o cume do Aconcágua

Picos rochosos cobertos de neve em Aconcágua, parcialmente obscurecidos por nuvens sob um céu azul, com terreno rochoso em primeiro plano.
Parede sul do Acongágua – Foto: Marcelo Drago via Pixabay.

Para atingir o cume, a face sul é, sem dúvidas, a mais difícil. A parede sul foi escalada pela primeira por brasileiros em janeiro de 1953. Existem duas rotas dentro do parque: pelo Rio Horcones e pelo Rio Vacas.

Saindo de Puente del Inca, sentido Horcones, depois de três ou quatro horas de caminhada, a trilha acaba se dividindo entre o acampamento de Plaza de Mulas (4.300 metros de altitude) ou o acampamento Plaza Francia (4.200 metros de altitude), e base da Parede Sul.

Para escalar o Aconcágua na face sul, é preciso saber um pouco sobre escalada em rochas e parede de gelo com inclinações de até 70 graus. É considerada uma das escaladas mais perigosas do mundo.

A caminhada pela Plaza de Mulas, a mais procurada, é o campo base para alcançar o cume. Geralmente, as empresas especializadas acabam levando os equipamentos através de mulas, o que acaba deixando os alpinistas mais confortáveis e leves.

Saindo do acampamento de Confluência, o percurso até Mulas dura quase nove horas em 19 km de trilha. No local, não existe banheiro público. Aos aventureiros que não optarem por empresas, é preciso contratar uma para usar o banheiro e também para montar a barraca. O preço costumar ser bem acessível e perto dali, existe um hotel abandonado e uma lagoa com a água transparente.

Dicas para se preparar para a caminhada

Nos Andes, é bem comum a pressão baixar durante o fim da tarde por conta das tormentas. Por isso, o ideal é sempre acordar cedo e fazer a caminhada na parte da manhã.

A minha dica é alugar os equipamentos quando estiver em Mendoza. Muitas vezes, acabamos não encontrando equipamentos no Brasil – como sacos para dormir, por exemplo – tão bons para o clima local. Existem muitos locais que alugam por um preço bem bacana e mais em conta.

O legal das lojas é que você pode encontrar uma botija de gás para o fogareiro e deixar o passeio mais confortável. É um item que não é autorizado despachar no avião. Vale sempre negociar e pechinchar por promoções.

Vale lembrar que mais ou menos 40% das pessoas que tentam acabam não chegando ao cume do Aconcagua por conta da altitude, variações do tempo e também ventos fortes. Escalar o Aconcagua não é para qualquer um. Por conta disso, é preciso fazer um preparo físico antes de se aventurar e fazer uma checagem extra na saúde.

O que fazer no Aconcágua

Agora vamos a parte mais legal e descobrir tudo o que conhecer no Aconcágua.

Represa Potrerillos

Um lago calmo com águas azuis e cristalinas, cercado por montanhas sob um céu azul claro.
A represa Potrerillos – Foto: Uliaparicio via Wikimedia

A primeira atração fica apenas 60 km do centro de Mendoza, a Represa Potrerillos, construída em 1999. Além de gerar energia elétrica, ela também é responsável por abastecer a cidade e irrigar as vinícolas da região. A paisagem do lago com águas azuis é um ótimo local para fotos.

Porém, vale ficar sabendo que os passeios guiados normalmente não costumam fazer paradas para observação.

Por ali, já é possível ver um dos mais de 60 tipos de aves da região. As espécies mais típicas que podem ser vistas são o condor e a águia chilena.

Cruz de Paramillos

Uma cruz de madeira fica em uma paisagem árida com montanhas cobertas de neve e um céu azul claro ao fundo.
A Cruz de Paramillos e Aconcágua ao fundo – Foto: Leandro Kibisz via Wikimedia

Chegando a aproximadamente 3 mil metros de altitude já é possível ver primeira vista do pico mais alto da América do Sul, o Aconcágua, em um local chamado de Cruz de Paramillos.

Vale uma parada para algumas fotos da montanha.

Vale de Uspallata

Após Cruz de Paramillo, seguimos em direção ao vale de Uspallata, com uma atitude de aproximadamente 1.800 metros. A beleza do local é singular e já foi set de filmagens para o renomado filme Sete Anos no Tibet, estrelado pelo ator Brad Pitt, de 1997.

Puente del Inca

Formação rochosa natural com vibrantes tons de laranja, amarelo e verde. Uma estrutura de pedra é construída na rocha. Céu azul claro acima.
A Puente del Inca – Foto: magicaltravelling via Pixabay

No caminho, a Puente del Inca é um dos locais mais conhecidos da trajetória. A atração fica localizada a 183 km de Mendoza, quase na fronteira com o Chile. A lenda quechua diz que o herdeiro do trono do Império Inca estava doente e, sem esperanças, foi levado para o local para ser curado pelas águas termais.

A travessia duraria meses e os homens então se abraçaram para formar uma ponte humana permitindo a passagem do pai e filho. Quando viraram para agradecer, os homens acabaram sendo petrificados, dando origem à ponte de pedra.

A área é formada por uma ponte natural sobre o rio Las Cuevas e já chegou a abrigar um famoso hotel com banhos termais.

Quando visitamos o local, em outubro, a neve nos surpreendeu com imagens belíssimas. A  2.700 metros de altitude, os sais minerais da região são os responsáveis pelas cores alaranjadas das rochas.

Las Cuevas

A imagem do Cristo Redentor de los Andes com montanhas ao fundo.
O Cristo Redentor de los Andes – Foto de KIAIMAR13 via Wikimedia

Las Cuevas é o último vilarejo no território argentino. A atração principal é a estátua do Cristo Redentor de Los Andes, que fica a 4.200 metros de altitude, considerado o ponto mais alto para quem vai fazer o passeio de um dia. É um símbolo da divisão entre Argentina e Chile e uma espécie de união entre os dois países.

O caminho até o Cristo é um pouco difícil e só é possível fazer de carro. No inverno, dependendo da neve, eles acabam fechando as estradas.

Estações de esqui

Um lago azul claro com ondulações, cercado por margens secas e gramadas e montanhas áridas sob um céu azul brilhante.
Laguna Horcones – Foto: Fernando de Gorocica via Wikimedia

As estações de skis estavam fechadas quando fomos conhecer, mas diversos visitantes acabaram brincando nas montanhas e escorregando mesmo sem equipamento.

É uma ótima atração para as crianças se divertirem. Como a neve estava fofa, também foi possível brincar e fazer bonecos de neve – bem estilo filme americano!

Passeios e ingressos em Mendoza

Vista da Fonte dos Continentes no Parque San Martín, em que esculturas representando crianças estão segurando discos de bronze muito trabalhados, além de outras que seguram jarros, há muitos jatos de água e árvores ao fundo
Visite a Fonte dos Continentes no Parque San Martín durante o free tour por Mendoza – Foto: Civitatis

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Descubra mais passeios incríveis para uma viagem completa em Mendoza.

Onde ficar no Aconcágua

Fileiras de vinhedos verdejantes se estendem à distância, com um cenário de montanhas sob um céu claro.
A Vinícola da Chandon em Mendoza Argentina – Foto: Site Oficial Chandon

Viajando para Aconcágua ficamos hospedados na cidade de Mendoza. A cidade é muito conhecida pelas mais de 130 vinícolas da região que são abertas à visitação. Para quem pretende conhecer, saindo de Buenos Aires, a província fica a 14 horas de carro ou a duas horas de voo.

Quem procura pelos Hotéis em Mendoza e deseja economizar, saiba que a cidade oferece diversas opções de hostels agradáveis para os mais diferentes públicos. Para quem busca descansar, Mendoza ainda conta com luxuosos hotéis e também locais mais afastados, onde os turistas podem se hospedar em vinícolas, por exemplo.

Aos amantes de vinho, as vinícolas em Mendoza são o destino ideal. Porém, é preciso agendar as visitas, já que muitas possuem horários limitados e são muito disputadas entre os turistas. Algumas vinícolas contam com um almoço e a experiência acaba sendo muito agradável, já que muitos chefs renomados assinam os cardápios.

Aliás, você também pode ver mais atividades sobre O que fazer em Mendoza em nosso conteúdo completo. A gastronomia da cidade é incrível e ela conta com diversos restaurantes famosos. Vale pesquisar e organizar bem a viagem para poder aproveitar Aconcágua e também a cidade de Mendoza.

Seguro viagem para a Argentina

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Dúvidas frequentes

Vamos te ajudar com algumas dicas ou dúvidas que podem aparecer durante o seu planejamento. Vale a pena anotar tudinho, com a animação do planejamento, talvez você até se esqueça desses detalhes.  

Precisa de visto para viajar para a Argentina?

Para cidadãos brasileiros não é necessário de visto, para estadias de turismo na Argentina até 90 dias.

Quais os documentos são necessários para visitar a Argentina?

Para os brasileiros além do passaporte válido, é possível entrar na Argentina apenas com RG. Mas fiquei atento, desde que esteja em bom estado e com a foto atualizada e de preferência com menos de 10 anos de emissão.